A vida de Hebe | Família de Nair Bello proíbe nome da atriz em musical

Lolita Rodrigues, Hebe Camargo e Nair Bello: amizade de toda uma vida – Foto: Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Não pode
Quem for ao espetáculo “Hebe, O Musical”, no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, ficará espantado ao ver a atriz que interpreta Nair Bello, Renata Brás, ser chamada o tempo todo de Hilda em cena. É que a família de Nair Bello não autorizou a utilização do nome da atriz na peça. Assim, Hebe e Lolita Rodrigues formam um trio de amigas com Hilda, uma mulher engraçada do Cambuci, bairro paulistano de Nair Bello. Mesmo sem o nome da personagem real, Renata Brás está arrasando.

Estresse nos bastidores
A ordem dos filhos de Nair Bello para que o nome da mãe não fosse citado em “Hebe, O Musical” chegou em cima da hora, às vésperas da estreia. O autor Artur Xexéo e o diretor Miguel Falabella tiveram de trocar o nome de Nair para Hilda de última hora. Claudio Pessutti, sobrinho de Hebe à frente de tudo, está muito magoado com tudo isso.

Sem Silvio
Silvio Santos não é personagem em “Hebe, O Musical”. Leia a crítica.

Hebe, O Musical: Renata Brás é Nair Bello, ou melhor, agora é apenas Hilda, já Renata Ricc continua sendo Lolita Rodrigues – Foto: Caio Gallucci/ Divulgação

Pode, sim
Já Lolita Rodrigues, que faz aniversário dois dias depois de Hebe e atualmente mora em João Pessoa, não só autorizou a utilização de seu nome no espetáculo como também mandou áudio dando as bênçãos para Renata Ricci, a atriz que a interpreta muito bem.

O que eu quero é sossego
Lolita desejou felicidades a todo o elenco. Contudo, falou que não vai conseguir vir para São Paulo assistir ao musical. Quer ficar quietinha lá na Paraíba, longe do agito.

Debora Reis e Carol Costa em “Hebe, O Musical” – Foto: Caio Gallucci/Divulgação

Loira no palco
Leão Lobo e Mamma Bruschetta, apresentadores do “Fofocalizando” do SBT, foram à pré-estreia de “Hebe, O Musical”, no Teatro Procópio Ferreira, no último dia 10. Leão confidenciou à coluna que, aos poucos, as duas atrizes que vivem a apresentadora, Debora Reis e Carol Costa, lhe conquistaram. “Eu fui comprando a atuação delas a cada cena, depois embarquei de vez”, falou.

De olho
A coreógrafa Fernanda Chamma, na plateia, estava nervosa e acompanhava cada movimento dos atores, no palco. Queria conferir o desenho de cada braço e mão em cena. Para ver se seus pupilos cumpriam direitinho todas as marcas. O olho do dono é que engorda o gado, diriam lá em Minas.

Leão Lobo, Miguel Falabella e Lilian Gonçalves na pré-estreia de “Hebe, O Musical”, na última terça (10) – Foto: Divulgação

Empolgada
A empresária Lilian Gonçalves, dona da rede Biroska e filha do cantor Nelson Gonçalves, se emocionou ao ver o musical. Amiga de Hebe, ela torcia toda vez que Hebe Camargo do palco não deixava os homens que passaram por sua vida mandarem nela. “Isso mesmo, Hebe”, falava Lilian na poltrona, empoderadíssima.

Diretor
Miguel Falabella foi tietado na plateia antes de o musical começar. Depois, ficou concentradíssimo na cabine. Como deve ser.

Ela conquista a plateia: Giovana Zotti é a grande revelação de “Hebe, O Musical” – Foto: Caio Gallucci/Divulgação

Preste atenção 1
Giovana Zotti, como a garota propaganda da TV que sofre com os produtos que não funcionam, é a grande revelação de “Hebe, O Musical”. Ela rouba a cena e conquista o público com forte e divertida presença cênica. Baita atriz.

Preste atenção 2
Adriano Tunes, como Mazzaropi e Marcello, filho único de Hebe, mostra serviço em cada entrada em “Hebe, O Musical”. É ator potente.

Debora Reis (Hebe) dá um selinho em Marcello Camargo, filho único da apresentadora, sob olhar de Renata Brás, a Nair Bello, ou melhor, Hilda – Foto: Reprodução

Amor de filho
Marcello Camargo, filho de Hebe, foi à estreia nesta quinta (12). Ao fim, após a forte cena com a morte de sua mãe, subiu aos palcos aos prantos e ganhou um selinho da protagonista. O público também chorou copiosamente.

Bate coração
“Ainda bem que fiz um check-up no coração antes, porque sabia que seria duro. Emoção demais, muita alegria. Estava ansioso e perguntava para o Claudio [Pessutti, seu primo] quem era o Marcello. Então, foi engraçado me ver representado no musical [pelo Adriano Tunes], até tiramos foto juntos, os dois Marcellos. Uma cena que me tocou muito foi quando, com ela já doente, eu falo ‘te amo’. Uma coisa muito típica do meu relacionamento com minha mãe era esse amor, a gente vivia se declarando um para o outro”, declarou Marcello, ao fim, ainda com as lágrimas escorrendo. Veja, o vídeo, abaixo:

Hebe com Célia Forte em 2011 no Teatro Procópio Ferreira, quando foi entrevistar Miguel Falabella e Claudia Jimenez que faziam a comédia “Mais Respeito Que Sou Tua Mãe” – Foto: Arquivo Morente Forte

Nostalgia
A assessora e produtora teatral Célia Forte aproveitou a estreia para lembrar uma foto com Hebe feita no mesmo Teatro Procópio Ferreira onde agora sua vida é encenada. Ai, que saudade!

Tudo digital
A Morente Forte, responsável pela assessoria de “Hebe, O Musical”, acertou ao transmitir ao vivo pelo Facebook a coletiva de imprensa do espetáculo. Estar antenado aos novos tempos é tudo.

Maria Luísa Mendonça está em “Um Bonde Chamado Desejo”, que reestreia no Rio – Foto: João Caldas Filho/Divulgação

Blanche DuBois
Depois de levar o Prêmio Shell, APCA, Aplauso Brasil e Qualidade Brasil de melhor atriz, Maria Luísa Mendonça está de volta com a peça “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tennessee Williams com direção de Rafael Gomes. Faz muito bem.

Rio e Sampa
“Um Bonde Chamado Desejo” reestreia em 28 de outubro no Teatro XP Investimentos, no Jockey, no Rio, onde fica até o fim de novembro, de sexta a domingo. No elenco está também Eduardo Moscovis, no papel de Stanley, já interpretado pelo insubstituível Marlon Brando no cinema. Em 2018, a peça volta a São Paulo. Aguardemos.

Leonardo Fernandes, o melhor ator pela APCA em 2016 no teatro, em “Cachorro Enterrado Vivo”: de volta a SP – Foto: Juliana Chalita/Divulgação

Eu voltei
Leonardo Fernandes, que levou o último Prêmio APCA de melhor ator, está de volta a São Paulo com seu monólogo “Cachorro Enterrado Vivo”. Faz sessões domingos e segundas, às 20h, na SP Escola de Teatro da praça Roosevelt. Quem não viu tem de ver.

Potente
Na peça escrita por Daniela Pereira de Carvalho, Leonardo Fernandes dá vida a um cachorro que foi assassinado de forma brutal. Uma atuação que já entrou para a história do teatro brasileiro.

Malvino Salvador protagoniza “Boa de Ouro”: nova temporada no Tucarena – Foto: João Caldas Filho/Divulgação

Segunda temporada
O espetáculo “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues com Malvino Salvador no papel título, reestreia no Tucarena, em São Paulo, em 17 de novembro, onde fica até 3 de dezembro. Anotou?

Turma toda
Além do galã global, estão em “Boca de Ouro” Lavínia Pannunzio, Mel Lisboa, Claudio Fontana, Leonardo Ventura e Mariana Elisabetsky, entre outros.

“O Mágico de Oz” faz temporada aos domingos, 17h30, no Teatro Ruth Escobar, em SP – Foto: Beto Peronicini/Divulgação

Além do arco-íris
Uma das histórias mais queridas das crianças, “O Mágico de Oz” volta aos palcos de São Paulo no Teatro Ruth Escobar, todo domingo, 17h30, até 26 de novembro. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 40. Leve os pequeninos.

Mundo de cores
Fernando Lyra Júnior dirige a produção infantil. No elenco, estão Marina Ribeiro, Matheus Rodrigues, Cibelle de Martin, Rebecca Etiene, Fernando Lyra Jr, Luciano Brandão e Bruno Bianchi. Todos à procura do famoso mágico.

Cena da peça “Nós”, que integra a celebração dos 35 anos do Grupo Galpão – Foto: Guto Muniz/Divulgação

Galpão, 35
Mais tradicional companhia teatral de Minas Gerais, o Grupo Galpão celebra seus 35 anos em São Paulo. O Sesc Pompeia recebe a programação mais robusta, com quatro espetáculos, iniciando com a última montagem da companhia, “Nós”, que estreou no ano passado e fica em cartaz na unidade de 12 a 15 de outubro. É bom demais da conta, sô.

Tem mais
Ainda tem “Tio Vânia (aos que vierem depois de nós)”, “De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão” e “Os Gigantes da Montanha” completando a programação do Pompeia, que segue até 2 de novembro, com ingressos a R$ 40,00 (inteira). O espetáculo “Till, a Saga de um Herói Torto” fecha a temporada paulista com apresentações no Sesc Itaquera, nos dias 4 e 5 de novembro, e no Sesc Interlagos, nos dias 11 e 12 de novembro, todas com entrada gratuita. Imperdível.

“Pedraz Azuis” faz últimas sessões no Viga Espaço Cênico – Foto: Leekyung Kim/Divulgação

Última chance
“Pedras Azuis” encerra temporada no Viga Espaço Cênico, em São Paulo, no dia 26 de outubro. Quartas e quintas, 21h. Corra que está acabando.

Sertão
Com texto e direção de Marcio Macena, “Pedras Azuis” se passa em um lugar onde o verde não brota. O elenco conta com a participação de Annelise Medeiros, Emanuel Sá e Neto Manic. A trilha sonora, assinada por Felipe Roseno e Federico Puppi, apresenta canções interpretadas especialmente para a peça pela cantora Maria Gadú. Outro convidado especial é Zeca Baleiro, que empresta sua voz para uma gravação em off. Eita.

Carolina Stofella (à esq.) sai de “Enquanto as Crianças Dormem” e é substituída por Amazyles de Almeida (à dir.) – Fotos: Divulgação

O show não pode parar
Amazyles de Almeida assume nesta sexta (13) a vilã Ellen no espetáculo “Enquanto as Crianças Dormem”, no Teatro Viradalata, em São Paulo, toda sexta, 21h, até o fim do mês. Substitui a colega Carolina Stofella, que viajou para os Estados Unidos. Que chique.

A união faz a força
Atriz dedicada, antes de viajar Carolina Stofella ensaiou com Amazyles de Almeida e passou todas as dicas da personagem. Fez muito bem.

A Broadway não é aqui
Em “Enquanto as Crianças Dormem”, a vilã Ellen se apresenta à sonhadora Kelly (Carol Hubner) justamente para lhe oferecer a oportunidade de ir para a sonhada “América”. Resta saber se cumpre a promessa…

A atriz Carol Hubner – Foto: Silvana Garzaro/Divulgação

Fim da fama?
Outro dia Carol Hubner deu entrevista para um site e manchetaram que ela aceitava o fim da fama. Só que nesta semana a atriz está na capa da revista Caras. Pelo jeito, o site errou feio: a fama não acabou. Nem vai acabar.

Dose dupla
Além de protagonizar “Enquanto as Crianças Dormem” toda sexta no Teatro Viradalata, Carol Hubner está aos sábados e domingos na comédia “Amor, Humor, o Resto É Bobagem”, no Teatro Jardim Sul. Ela não para.

O fotógrafo Bob Sousa comemora lançamento de livro com a família e os amigos – Foto: Divulgação

Lente cênica
Bob Sousa, o fotógrafo do teatro, tem seus famosos retratos eternizados em mais um livro: “Atos de Coexistência – 30 Anos do Núcleo de Artes Cênicas do Sesi-SP”, no qual registrou com sua lente artistas por todo o Estado de São Paulo. Ele celebrou a nova empreitada com champanhe com a família e os amigos. Como deve ser.

“Angel”: mundo masculino de intrigas e traição – Foto: Erik Almeida/Divulgação

Sexo e traição
Falando em Bob Sousa, ele, acompanhado da mulher, Daniela Sousa, Silvetty Montila, a famosa drag queen, o tenista e comentarista esportivo Fernando Meligeni e a empresária Lilian Gonçalves estiveram no Teatro Itália, nesta quinta (12), para prestigiar a estreia da peça “Angel”, com direção de Eduardo Martini. No elenco, Markinhos Moura está roubando a cena, além de cantar bem como sempre. Com alma.

Mundo masculino
Em “Angel”, belos garotos de programa disputam o cargo de preferido de uma importante senadora, defendida com garra por Cléo Ventura, no texto folhetinesco de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando Barros. Vale a pena conferir.

Ivam Cabral defende sua tese de doutorado na ECA-USP – Foto: Andre Stefano/Divulgação

Doutor Ivam
O ator do grupo Satyros Ivam Cabral agora é doutor. Defendeu nesta semana na ECA-USP a tese “O Importante É [Não] Estar Pronto – Da gênese às dimensões políticas, pedagógicas e artísticas do projeto da SP Escola de Teatro”, sobre a escola teatral da qual é diretor. Foi aprovado com louvor.

Fogo
Mal virou doutor e Ivam já voltou para os palcos. Está em cartaz em três peças na praça Roosevelt com seu grupo,  Os Satyros. Danado.

A atriz Cléo De Páris – Foto: Bob Sousa/Divulgação

Liberta
Cléo De Páris, a atriz, chegou a uma conclusão esta semana: “O bom de envelhecer é que vamos abandonando sonhos. Sonhos pesam”.

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