Atlas da Violência: Campinas e Mogi Guaçu crescem em taxa de homicídios; Sumaré é cidade mais violenta da região

Pesquisa analisou 310 municípios com mais de 100 mil habitantes em 2017; Indaiatuba (SP) e Valinhos (SP) estão entre cidades menos violentas do país. Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta segunda-feira (5) apontou alta nos índices de homicídios de Campinas (SP) e Mogi Guaçu (SP). O Atlas da Violência 2019 analisou 310 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2017 e apontou que Indaiatuba (SP) e Valinhos (SP) estão entre as cidades menos violentas do país. De acordo com o estudo, Sumaré (SP) é a cidade mais violenta da região. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes subiu de 20 no resultado divulgado em 2018, que faz referência a 2016, para 20,2 em 2019 (referente a 2017).
Em Campinas, a taxa subiu de 16,1 homicídios por 100 mil habitantes em 2018, para 18 em 2019. Em Mogi Guaçu, a alta foi de 8,8 homicídios por 100 mil habitantes em 2018, para 11,2 neste ano. Veja abaixo a faixa de evolução dos índices para as cidades da região com os maiores índices de violência.
Para Adalberto Santos, especialista em segurança, os resultados divulgados pelo Ipea podem apontar uma ligação entre o aumento da violência e a falta de serviços básicos à população. “A gente vê que há falta de infraestrutura, de escola, da área da saúde. Sempre vem puxado para estas questões, porque onde faltam estes três elementos, sempre vai existir a violência”, explica.
A cultura, diz o especialista, é fundamental para a diminuição destes índices. “Enquanto o Brasil não tiver esse fato, vai ficar muito difícil. É aquela famosa frase: é um trabalho que tem que ser feito a médio e longo prazo, mas, se não começar, ele nunca vai ser de curto prazo”.
Menos violentas
O levantamento também apontou que Indaiatuba é a 2ª cidade menos violenta do Brasil, com 3,5 homicídios por 100 mil habitantes, seguida por Valinhos, com 4,7 homicídios. Nas cidades menos violentas, os indicadores de desenvolvimento humano são mais parecidos com os de países desenvolvidos.
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