Câmara de Paulínia retoma sessão extraordinária para votar denúncia que pode cassar mandato do prefeito


Denúncia envolve Dixon Carvalho (PP) e 13 vereadores, sendo que 12 também podem ter os mandatos cassados. Relatório da Comissão Processante tem mais de 4 mil páginas. Parlamentares votam denúncia contra prefeito e 13 vereadores em Paulínia
A Câmara de Vereadores de Paulínia (SP) retoma na manhã desta segunda-feira (10) a sessão extraordinária para votar a denúncia contra o prefeito Dixon Carvalho (PP) e 13 vereadores por suposta troca de favores. O relatório da Comissão Processante tem mais de quatro mil páginas e deve começar a ser lido a partir das 10h30, e não 9h, como era previsto. A Casa não informou o motivo do atraso.
É a sétima sessão extraordinária do ano e será transmitida ao vivo pelo site da Câmara. A CPI pede a cassação de 12 dos 13 vereadores investigados porque, segundo a Casa, a comissão deixou de fora Du Cazellato (PSDB), presidente da Câmara, por falta de provas. Ao todo, a Câmara tem 15 parlamentares municipais.
Os dois vereadores que estão fora da denúncia são Tiguila Paes (PPS) e Kiko Meschiatti (PRB). Kiko não participa da sessão porque está preso. Ele foi condenado em segunda instância a 4 anos e 8 meses de detenção em regime semiaberto por repassar notas falsas no comércio do município em 2004.
Ele chegou a tentar uma autorização na Justiça neste domingo (9) para comparecer à sessão, mas foi negado pelo juiz Luiz Augusto Barrichello Neto, da Comarca de Campinas (SP). “Inicialmente, com relação ao pedido formulado na data de ontem e conclusos nesta data, entendo inviável a sua liberação, por falta de tempo hábil, por não ter havido manifestação ministerial e também por falta de manifestação do Diretor da Unidade”, diz a decisão.
Câmara de Vereadores de Paulínia
Thiago Amaro/Divulgação
Sessão suspensa
A leitura do relatório era para ter começado na última quinta-feira (6), mas a sessão foi suspensa apos ficar interrompida por mais de duas horas. Os advogados dos acusados solicitaram que pudessem ler o relatório final da comissão para terem amplo direito de defesa.
O plenário estava lotado de manifestantes protestando contra os suplentes que assumiram as cadeiras. A população também fez fila do lado de fora.
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