Cambacica e suiriri compõem o “time de sósias” do bem-te-vi


Para distinguir as espécies é necessário estar atento a detalhes quase imperceptíveis. O bem-te-vi é provavelmente o pássaro mais popular do Brasil
Rudimar Narciso Cipriani
No quadro “Diário de Campo” deste sábado (06/10) o ornitólogo Luciano Lima passarinhou pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e aproveitou para dar dicas de como diferenciar o bem-te-vi de alguns “sósias” da espécie.
Confundido principalmente pelo padrão de cores, a ave se parece muito com o neinei. A diferença está no bico, que nesse último, é bem mais robusto. O canto também é bem diferente. A confusão também ocorre com o bentevizinho-de-penacho-vermelho, que é bem menor que o bem-te-vi. A cambacica é 15 centímetros menor que o bem-te-vi
Rudimar Narciso Cipriani
Cambacica Ainda no quesito tamanho, quem entra no “time dos sósias” é a cambacica. A ave pode ser considerada uma miniatura do bem-te-vi, já que apresenta 15 centímetros a menos que o “primo famoso”. Outra diferença se dá no comportamento: enquanto o bem-te-vi faz um ninho grande e esférico, com capim e pequenas ramas de vegetais para proteger os ovos, a cambacica constrói dois tipos de ninho. Um deles, posicionado no alto das árvores para abrigar de dois a três ovos, e o outro, mais simples e baixo, para descansar e pernoitar. A cambacica também é conhecida por mariquita, chupa-mel e chiquita
Giselda Person/TG
Com apenas 10 gramas, a cambacica mantém uma dieta leve de néctar, frutas e artrópodes. Mamão, jabuticaba, laranja e melancia, dispostas em comedouros para pássaros, atraem a cambacica, que não deixa de visitar as garrafas com água açucarada. Solitária ou aos pares, é bastante ativa e emite um canto forte e contínuo, a qualquer hora do dia e em qualquer época da semana. Conhecida também por mariquita, chupa-mel e chiquita, a cambacica ocorre em quase todas as regiões do país, habitando áreas abertas e semi-abertas, arborizadas e floridas. O suiriri não apresenta as marcas brancas na face, presentes no bem-te-vi
Rudimar Narciso Cipriani
Suiriri As cores enganam, mas é só prestar atenção nos detalhes dos “trajes” e fica mais fácil distinguir o bem-te-vi do suiriri. De tamanho parecido e com uma paleta de cores similar, o suiriri não apresenta as marcas brancas na face nem a máscara preta, característica do bem-te-vi. Assim com as outras espécies citadas, a ave é encontrada em todo o Brasil e se adapta até aos maiores conglomerados urbanos. O bico robusto e preto é ferramenta essencial na caça de insetos em pleno voo. Frutos também compõem a dieta da espécie, principalmente durante a migração.

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