Campinas inicia nova demolição de casas construídas em área pública

Prefeitura de Campinas começa demolição de casas que foram construídas em áreas públicas

Prefeitura de Campinas começa demolição de casas que foram construídas em áreas públicas

A Prefeitura de Campinas (SP) iniciou, nesta quinta-feira (7), a demolição das casas construídas em terrenos vendidos ilegalmente em uma área pública do Jardim Itaguaçu 2. No dia 29 de setembro, a Secretaria de Habitação já havia derrubado as residências do local após uma fiscalização, mas os falsos corretores continuaram anunciando os lotes, e os novos proprietários voltaram a construir.

Antes das casas começarem a ser demolidas nesta quinta-feira, a Guarda Municipal negociou por duas horas com o moradores. Um dos proprietários das residências chegou a passar mal. No entanto, não houve registro de tumulto.

“Tem outras casas da região que também serão demolidas porque estão em área verde. Esses lotes foram vendidos ilegalmente”, explicou o diretor de Habitação da Cohab, Edson Cunha.

De acordo com o balanço da Prefeitura, além do Jardim Itaguaçu 2, os terrenos vendidos ilegalmente em área pública de Campinas ficam nos bairros: Loteamento Santa Izabel, Gleba B, Jardim São Judas Tadeu, Jardim Satélite Iris e Jardim Fernanda. A administração orienta a população a procurar a Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab) antes de fechar o negócio para verificar a real situação do lote.

Negociação

Na quarta-feira (6), a EPTV, afiliada da TV Globo, conversou com uma das imobiliárias que vende os terrenos e recebeu as ofertas dos lotes. “É assim: a gente tem terreno de 30, 35, 40, 45 mil. A documentação, você tem que ver com o dono da imobiliária”, afirmou um dos atendentes por telefone. O presidente da Associação dos Moradores do Jardim Itaguaçu 2 também é suspeito de fazer as vendas ilegais, segundo a Prefeitura.

O dono da imobiliária que falou com a reportagem da EPTV mostrou documentos e certidões que, segundo ele, garantem que todos os terrenos estão legalizados. “No meu entendimento não é área pública. A área pública é mais para baixo. Eu tenho a matrícula, tenho o contrato possessório e tenho o mapa que eu fui obrigado a fazer para provar que a gente não estava em cima de uma área pública”, disse Rafael da Silva Barbosa.

A reportagem também tentou contato com o presidente da Associação dos Moradores do Bairro, mas não obteve retorno.

O déficit habitacional em Campinas é de 36 mil famílias, que estão na fila de espera por moradias de acordo com a Secretaria de Habitação.

Casas construídas em área pública foram demolidas nesta quinta (Foto: Reprodução/EPTV)Casas construídas em área pública foram demolidas nesta quinta (Foto: Reprodução/EPTV)

Casas construídas em área pública foram demolidas nesta quinta (Foto: Reprodução/EPTV)

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