Como surgem? Ameaçam a Terra? | Buracos negros: o que se sabe sobre esse grande mistério do Universo

  • ESO / M. Kornmesser

Além de planetas, estrelas e galáxias, o Universo também é rodeado de muitos mistérios. Enigmas ainda sem respostas, que despertam curiosidades e até levantam preocupações. Esse é o caso dos buracos negros. Não há dúvidas de que eles existem, mas como eles são formados? Seriam uma ameaça à Terra?

O buraco negro é o objeto astronômico mais maciço e compacto do Universo, onde o tempo para e o espaço deixa de existir. A sua gravidade é tão forte que nem as partículas que se movem na velocidade da luz podem escapar dele.

Como explica Rodrigo Nemmen, professor de astrofísica do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo), há dois tipos de buracos negros: os estelares, formados a partir da morte de uma estrela massiva; e supermassivo, que a ciência ainda não descobriu exatamente como se forma.

“Há milhões de buracos estelares espalhados pelo Universo, mas apenas um supermassivo –que é um milhão de vezes maior do que os estelares– no centro de cada uma das galáxias”, aponta Nemmen.

Um número pequeno se comparado ao número de estrelas, como acrescenta Samuel Rocha de Oliveira, professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O diâmetro de um buraco negro estelar, segundo Nemmen, é de no mínimo 18 quilômetros. “Aquele que permitiu a detecção da primeira onda gravitacional, que rendeu o Prêmio Nobel de Física de 2017, tinha em médio 180 km de diâmetro”, aponta o professor do IAG. 

Já um supermassivo, segundo ele, tem o tamanho comparável ao do nosso Sistema Solar.

Colisão de buracos negros 

UOL

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