CUT faz ato de 1º Maio na Paulista com caminhada até a Praça da República

Central estimou em 200 mil pessoas no ato. PM não divulgou números.

Um dia após acordo com a Justiça para alterar o local dos shows do 1º de Maio, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) começou na tarde desta segunda-feira (1º) na Avenida Paulista, região central de São Paulo, protesto do Dia do Trabalhador. A concentração ocorreu perto da Rua da Consolação. Depois, os manifestantes seguiram em caminhada até a Praça da República, onde ocorrem as apresentações. A CUT estimou em 200 mil o número de pessoas que participaram do ato. A PM não divulgou números.

As centrais sindicais fazem três atos com shows neste Dia do Trabalho:

Inicialmente, o evento da CUT, que inclui shows com artistas nacionalmente conhecidos, seria concentrado na Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). A Prefeitura, no entanto, acionou a Justiça alegando haver um limite anual de eventos culturais que fecham trecho da via. Por meio de acordo, ficou definido que o ato do evento começaria na Paulista e os shows ocorreriam na Praça da República.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que os moradores de prédio perto da Consolação, por onde o ato se concentrou, o procuraram para falar que tem muitos idosos e que o som do ato atrapalha a convalescência. “Isso é culpa do Doria, porque ele fez isso, se ele não tivesse se metido onde não é chamado a gente teria feito o ato no vão do Masp, como sempre.”

Freitas disse ainda que as reformas são impopulares. “O Temer não tem compromisso com popularidade porque tem prazo de validade. Quem quiser continuar em Brasília vai ter de ter voto e essas reformas são totalmente impopulares. Vamos nos reunir com o Renan Calheiros, com a bancada do PMDB, com os senadores, porque essa reforma não tem eco de passar no Senado. Vamos negociar com o Congresso as mudanças na reforma trabalhista e o adiamento da reforma previdenciária. A classe política vai ouvir a opinião pública ou morrer abraçado com um governo que já acabou?”, afirmou.

O presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), Guilherme Boulos, afirmou que “o governo Temer é um governo que governa de costas para mais de 90% da população brasileira. Não tem autoridade moral de impor medidas tão graves como as que está propondo”.

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