Dez cidades da Zona da Mata e Vertentes apresentam risco de surto de dengue, zika e chikungunya conforme divulgação do Ministério da Saúde


Dados do índice de infestação pelo Aedes aegypti foram divulgados na semana passada. Levantamento também aponta 25 cidades em estado de alerta para as doenças. G1 mostra diferença de números de municípios que já fizeram o 2º LIRAa de 2018. Ministério da Saúde elencou cidades conforme resultados do 1º Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa) deste ano
Pixabay/Divulgação
Dez municípios da Zona da Mata e Campo das Vertentes estão com risco de surto para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. Outras 25 cidades aparecem em situação de alerta, segundo levantamento apresentado pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira (7) a partir dos resultados das 5.191 cidades brasileiras que realizaram algum tipo de monitoramento para o Aedes aegypti. Contudo, apesar desta divulgação, muitas cidades já fizeram a segunda rodada do levantamento e já apontam redução. (Veja abaixo).
Primeiro LIRAa
Os municípios foram divididos pelo governo federal em três tabelas. Uma delas enumerou os municípios com resultado inferior a 1 no Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa), considerado satisfatório.
Os casos mais graves são os municípios que tiveram resultado igual ou superior a 4, que é classificado como “risco de surto”. Dez cidades da região estão nesta situação.
Cidades em risco de surto de doenças transmitidas pelo Aedes
Já as cidades que tiveram LIRAa entre 1 e menor que 3,9 estão em situação de risco. Na Zona da Mata e Vertentes, 25 aparecem nesta lista.
Cidades da Zona da Mata em situação de risco para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti
Comparação dos LIRAas em 2018
Os dados divulgados na semana passada pelo Ministério da Saúde são referentes ao primeiro LIRAa do ano, realizado em janeiro. Contudo, diversas cidades já fizeram um segundo levantamento, onde algumas apresentaram redução. A estatística em Juiz de Fora caiu de 3,9 em janeiro para 3,74 em abril, o que a mantém no grupo das cidades em situação de alerta.
Em janeiro, Ubá divulgou resultado de 8,2 ao invés do 7,9 conforme consta no Ministério da Saúde. Mas diante dos números, no dia 27 de janeiro deste ano, a Prefeitura decretou situação de alerta e emergência no combate às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Já o resultado de abril apontou índice de 5, ainda considerado risco de surto. Até o início de maio, 315 pessoas tinham sido diagnosticadas com dengue na cidade. No fim do mês, o balanço chegou a 857 casos confirmados em 2018. Segundo a Prefeitura de Viçosa, mais de 800 pessoas foram diagnosticadas com dengue em Ubá
Reprodução/ TV Integração
São João Nepomuceno divulgou resultado de 4,6 em janeiro, também divergente do 5,6 que consta no levantamento do Ministério da Saúde. Em abril, o índice de infestação verificado foi de 1,5%. Em São João del Rei, o índice registrado em abril foi de 3%. O balanço do levantamento em janeiro foi de 2,9%. Em Muriaé, o segundo LIRAa foi 1,6%. O primeiro, em janeiro foi 2,9%. Dengue em Minas Gerais
De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado no dia 5 de junho, o Estado registrou 21.836 casos prováveis – que reúnem os confirmados e suspeitos – de dengue. Três mortes, em Conceição do Pará, em Uberaba e em Moema, foram confirmadas pela doença. Há 15 óbitos em investigação para dengue.
Sobre a Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 8.304 casos prováveis da doença, concentrados na região do Vale do Aço. Não há morte confirmada ou em investigação neste ano.
Já em relação à Zika, foram registrados 226 casos prováveis da doença em 2018.
Os dados deste boletim se referem aos meses de março, abril, maio e os quatro primeiros dias de junho.

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