Dez cidades mais populosas da região de Campinas têm 62 obras paradas ou atrasadas, diz TCE-SP


Relatório divulgado nesta segunda-feira mostra que Americana é o município que reúne mais construções nestas situações, enquanto Campinas aparece na sequência; veja lista completa. Um levantamento do Tribunal de Contas do estado (TCE-SP) divulgado nesta segunda-feira (5) mostra que 62 obras estão paradas ou atrasadas nas dez cidades mais populosas das áreas de Campinas (SP) e Piracicaba (SP) que integram a área de cobertura da EPTV, afiliada da TV Globo. Americana (SP) é o município com mais problemas e reúne 17 construções nestas situações, o equivalente a 27% do total. Na sequência estão Campinas (SP) e Limeira (SP). Veja abaixo lista.
Obras paradas ou atrasadas
Americana: 17
Campinas: 14
Hortolândia: 2
Indaiatuba: nenhuma
Limeira: 9 Mogi Guaçu: 7
Piracicaba: 1
Santa Bárbara d’Oeste: 4
Sumaré: 5
Valinhos: 3
Americana
O relatório indica que as 17 obras paradas ou atrasadas representam R$ 61,1 milhões investidos e as principais áreas afetadas são saúde (sete) e educação (quatro). Além disso, a pesquisa indica que 82,4% estão associadas a convênios entre prefeitura e União, e 17,6% são recursos próprios.
Uma das obras paradas no município é a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada na área da Praia Azul. O investimento contabilizado chega a R$ 1,7 milhão e ela deveria ter sido entregue em agosto de 2014, por meio de convênio entre prefeitura e governo federal. De acordo com relatório do TCE, a paralisação foi decorrente de um problema no processo licitatório da construção.
Outra construção esperada pela população é a de uma unidade que deveria funcionar como creche e pré-escola no Jardim Santo Antônio. O atraso chega a seis anos, ela recebeu R$ 1,4 milhão e foi projetada a partir de um acordo entre município e federação. O impasse também é a licitação.
Terreno onde unidade educacional deveria ter sido construída, em Americana
Reprodução / EPTV
Procurada pela reportagem, a prefeitura informou que a obra da UPA foi interrompida na gestão anterior e que parte dela está em finalização. Já sobre a unidade educacional, ela alega que o governo decidiu não dar continuidade porque não teria condições para os trabalhos e manutenção.
A assessoria frisou que o governo negocia com o governo federal para devolver recursos, e destacou que nos outros casos também optou por não dar andamento ou buscar parcerias.
Campinas
O Centro de Saúde do Jardim Capivari começou a receber obras de ampliação em maio de 2015 e elas deveriam ter sido finalizadas em julho de 2016. O acordo entre administração municipal e governo federal estabeleceu R$ 986,2 mil em recursos, mas os trabalhos foram interrompidos porque, diz o levantamento, houve inadimplência da empresa contratada para os trabalhos.
Área do Centro de Saúde do Jardim Capivari, em Campinas
Reprodução / EPTV
Ainda de acordo com o levantamento, as áreas de saúde e de equipamentos urbanos, como praças e quadras, representam a maior parte dos projetos parados ou atrasados na cidade.
A prefeitura diz que a empesa vencedora da primeira licitação sobre o centro de saúde foi penalizada por executar a obra fora do cronograma. Com isso, segundo a administração, houve um novo processo de seleção e a nova vencedora mantém os trabalhos em andamento.
Em nota, o governo frisou que todos os projetos parados ou atrasados são de administrações anteriores, mas foram retomados e terão continuidade.
Estado de SP
Considerando-se todos os municípios paulistas, o levantamento indica 1.591 obras atrasadas ou paradas que têm investimento contratado de R$ 49,5 bilhões. Elas já receberam R$ 13,2 bilhões.
Deste total, segundo relatório divulgado pelo Tribunal de Contas do estado, 1.323 são municipais; enquanto as outras 268 são de responsabilidade do governo paulista.
Veja mais notícias da região no G1 Campinas.

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