Entidade ‘Lar das Meninas’ sofre com falta de repasse de verba, diz coordenadora

Prefeitura de Itapetininga afirma que foram firmados dois convênios para ampliar o repasse nos próximos dias.

A entidade Célia Tereza Rodrigues Soares Hungria, conhecida como“Lar das Meninas” e que atende 112 meninas entre 6 e 12 anos, corre o risco de fechar devido à falta de repasse da prefeitura. De acordo com a coordenadora Vanessa Coelho da Silva, a situação financeira está complicada desde o início do ano, quando a entidade deixou de receber um dos repasses da prefeitura, no valor de quase R$ 9.200. Por meio da Secretaria de Educação, mensalmente o Lar ainda recebe R$ 20,4 mil. Mas o valor pode ser cancelado mês que vem.

“Não dá para continuar. É impossível. Não temos condições de continuar. Ainda tem esse ‘porém’ da verba da Educação. Estão dizendo que nosso convênio acaba em maio e que só poderíamos renovar em agosto. Corremos esse risco de ficar junho e julho sem os R$ 20 mil. Nesses últimos dias de dificuldade, a gente vem pedindo para que essa situação se resolva. As meninas sabem da situação e rezam todos os dias. Se essas meninas estivessem na rua estariam correndo risco, estariam expostas às diversas vulnerabilidades. Estamos aqui prevenindo elas para que elas estejam preparadas”, afirma.

Em nota, a prefeitura de Itapetininga informou que foram firmados dois convênios para ampliar o repasse de verbas para a entidade. No primeiro, a instituição irá receber R$ 12.700 por mês, de maio a dezembro deste ano.

Ainda segundo a prefeitura, o segundo convênio passa a vigorar a partir de agosto e vai até dezembro deste ano. O valor mensal será de R$ 20.400. O acordo foi fechado nesta semana e deve ser assinado nos próximos dias.

Uma das crianças atendidas afirma que sentirá falta da entidade se um dia fechar. “Eu ia ter que ficar em casa sozinha ou minha mãe ia ter que parar de trabalhar para cuidar de mim. Gosto de fazer bordado, crochê, tem pintura de madeira. Vou sentir falta”, diz a menina.

Ainda segundo a coordenadora, os pais e responsáveis estão sendo comunicados aos poucos da situação da entidade. A catadora de lixo Maria das Graças Oliveira conta que a neta, de 9 anos, está há quase um ano frequentando o local. Ela afirma que não imagina ficar sem a entidade. “A minha neta faz bastante coisa para aprender. Para ela vai fazer muita falta. A gente depende do Lar. A gente não tem onde deixar ela”, afirma.

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