Equipes correm para salvar vítimas de ciclone em Moçambique

Ciclone deixou destruição em Moçambique

Ciclone deixou destruição em Moçambique Josh Estey/Care International via Reuters / 16.3.2019

Equipes de auxílio humanitário correram nesta quarta-feira (20) para salvar pessoas presas devido a enchentes nos arredores da cidade portuária de Beira, em Moçambique, depois que um forte ciclone deixou centenas de mortos e um rastro de destruição por faixas do sudeste africano.

Quase uma semana após a passagem da tempestade, alguns sobreviventes ainda estavam presos em cima de árvores ou telhados esperando equipes de resgate. Estradas ao redor de Beira estavam alagadas e estava chovendo fortemente nesta quarta, dificultando os esforços de resgate e fazendo com que o auxílio precise ser levado por aviões ou helicópteros.

O ciclone Idai atingiu Beira com ventos de até 170 km/h na quinta-feira passada e depois rumou para o continente na direção do Zimbábue e de Malaui, derrubando casas e ameaçando as vidas de milhões.

Leia mais: ‘Onde tinha casa, já não tem mais nada’, diz testemunha de ciclone

Ao menos 200 pessoas morreram em Moçambique e 98 no Zimbábue, mas o número de mortes deve aumentar uma vez que equipes de resgate ainda estão encontrando corpos.

Dois rios, incluindo o Buzi, transbordaram depois que a tempestade atingiu o Zimbábue e Malaui no fim de semana, enviando enxurradas de água a Moçambique e criando uma “segunda emergência”.

Agências de auxílio, antes lidando principalmente com danos a propriedades e infraestruturas causados pelo ciclone, mudaram de foco, enfrentando algo muito mais sério.

“A inundação é completamente diferente, no sentido de que é agora uma questão de vida ou morte”, disse Caroline Haga, da Federação Internacional da Cruz Vermelha.

Nesta quarta-feira, funcionários de resgate jogaram biscoitos de alto nível energético, tabletes de purificação de água e outros suprimentos para pessoas rodeadas de nada além de água e lama, acrescentou.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: