Homem atacou atirador na segunda mesquita e evitou mais mortes

Mazharuddin contou como foi salvo de tiroteio

Mazharuddin contou como foi salvo de tiroteio Reprodução / New Zealand Herald

Logo após invadir a mesquita de Al Noor e matar 41 pessoas que estavam dentro, na última sexta-feira, o suspeito do massacre de Cristchurch, na Nova Zelândia, foi até a mesquita de Linwood, de menor porte, a cerca de 6 quilômetros do primeiro local.

Ao contrário do primeiro templo, apenas sete pessoas morreram no local (e mais uma no hospital). Segundo testemunhas, isso aconteceu porque um homem atacou o atirador e conseguiu evitar que ainda mais pessoas fossem mortas.

Syed Mazharuddin, que estava dentro da mesquita de Linwood no momento do tiroteio, contou ao jornal New Zealand Herald que um rapaz que costuma ajudar a tomar conta do templo defendeu os fieis que estavam lá dentro.

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“Quando consegui me esconder, vi que o homem estava na porta. Tinha umas 60, 70 pessoas na mesquita. Os idosos estavam rezando perto da porta, sentados, e ele começou a atirar neles”, relatou.

Relato de heroísmo

Mazharuddin contou que tudo aconteceu muito rápido, mas que viu quando o rapaz “aproveitou uma chance, pulou (no atirador) e tomou sua arma”.

“Ele tentou correr atrás do homem, mas não conseguiu acionar o gatilho da arma. Correu atrás dele, mas tinha um carro esperando o atirador e ele fugiu”, explicou o sobrevivente. 

Pouco depois, o carro foi parado pela polícia e o suspeito de ser o atirador foi preso, assim como seus comparsas.

Tentativa que falhou

O New Zealand Herald também entrevistou um sobrevivente da mesquita de Al Noor, que relatou que um homem tentou fazer algo parecido, mas que não terminou bem.

“Esse terrorista entrou lá, ficou um tempo parado. De repente ele começou a atirar em todo mundo, jovens, idosas. Ele foi entrando e atirando em todo mundo”, disse Khaled Al-Nobani.

Segundo o sobrevivente, um homem tentou tirar a arma do atirador, mas não teve a mesma sorte. “Ele não conseguiu, levou um tiro na hora. Fugi de lá com meus filhos nessa hora”, explicou.

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