Ídolo palmeirense: Evair conta como “passou fome com dinheiro no bolso”

Evair conta como ‘passou fome com dinheiro no bolso’ na Itália; veja

Ídolo do Palmeiras, Evair é o convidado do Bola da Vez que vai ao ar nesta terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília), na ESPN Brasil e no WatchESPN. O ex-atacante foi entrevistado por João Carlos Albuquerque, Gian Oddi e Eduardo de Meneses no programa.

Uma das histórias curiosas contadas por Evair foi da época em que ele chegou na Atalanta, na Itália, no fim da década de 1980. Sem dominar a língua, o ex-centroavante precisou se virar para se alimentar. E, claro, os primeiros dias foram mais complicados.

“[O começo]Foi passar fome com dinheiro no bolso. Primeira semana me deixaram lá. O Sérgio Clerici me deixou lá, ele foi o cara que jogou no Atalanta e me levou. Isso foi em 1988. Cheguei e uma semana depois, ele voltou para o Brasil, mas deixou tudo esquematizado, local que eu ia almoçar… Mas esqueceram de me avisar que era fechado o lugar. E toca eu sair pela cidade, procurando restaurantes, sozinho, com fome”, relembrou.

A solução foi tentar fazer uma refeição valer por três. Mas não funcionou. Evair precisou sair pela cidade, à noite, para procurar o lugar.

“Pensei comigo: ‘domingo eu não vou ter treino, acordo tarde, me alimento bem no café da manhã e me alimento só no outro dia’. Mas oito da noite, desesperado de fome, saí pela cidade de Bérgamo procurando o lugar. Encontrei. Quando eu entrei, as pessoas começaram a reparar, olhando para mim e eu achando que estava entrando em uma festa. Desci, voltei e pensei ‘não pode ser, está escrito restaurante’. Subi de novo e graças a Deus era um self-service, porque se fosse para pedir alguma coisa eu não ia saber [como pedir].”

Para fechar seus primeiros dias de aventura na cidade italiana, o ex-atacante não sabia nem como pagar o jantar. E contou com a honestidade da pessoa que cuidava do local.

“Fiz o meu prato e tinham me deixado dinheiro. Na hora de pagar, tirei aquele bolo de dinheiro e dei para o cara. Eu não sabia… Ele falou, ‘não, não, uma nota só pagou tudo’. Enfiei no bolso e fiquei feliz da vida. Se ele fosse desonesto, ele teria pegado todo dinheiro, porque para mim, a fome era tanta…”, concluiu.

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