Itália investiga morte de modelo de festas ‘bunga bunga’ de Berlusconi

Imane Fadil, de 33 anos, morreu após sentir fortes dores de estômago

Imane Fadil, de 33 anos, morreu após sentir fortes dores de estômago Reprodução Reuters

A Justiça italiana informou nesta sexta-feira (15) que abriu investigação sobre um possível assassinato que envolve a morte misteriosa de uma modelo marroquina que frequentava as festas chamadas de “bunga bunga”, promovidas pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Imane Fadil, de 33 anos, morreu no dia 1º de março, um mês depois de ter sido internada em um hospital em Milão com fortes dores de estômago. Na época, ela disse a amigos e a seu advogado que havia sido envenenada.

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O promotor-chefe, Francesco Greco, disse à Reuters que os médicos não identificaram nenhuma patologia que pudesse explicar a morte da modelo, acrescentando que há várias anomalias no registro médico.

Imane foi testemunha no julgamento de 2012 de Berlusconi, acusado de pagar por sexo à bailarina marroquina Karima El Mahroug, conhecida como Ruby, quando ela era menor de 18 anos.

Ela disse à corte que as festas do magnata envolviam mulheres jovens, que vestiam fantasias de freira e se despiam, enquanto dançavam pole dance. Em outra festa, uma mulher despiu Berlusconi usando uma máscara com o rosto do jogador de futebol Ronaldinho, ela afirmou.

Berlusconi foi inicialmente condenado no caso, mas acabou absolvido depois que um juiz decidiu que ele não poderia saber se a prostituta era menor de idade ou não.

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No entanto, magistrados posteriores impuseram novas acusações contra Berlusconi e outros réus, acusando-o de subornar algumas das mulheres que compareceram às festas para impedi-las de dizer a verdade no julgamento inicial.

Eles negaram as acusações.

Imane nunca foi acusada de aceitar subornos. Os jornais italianos informaram que ela estava escrevendo um livro sobre suas experiências e que os magistrados obtiveram uma cópia do manuscrito após sua morte.

Veja outra modelo que falou sobre o “bunga bunga” de Berlusconi:

 

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