Itália permite entrada de migrantes com problemas psicológicos

Tripulação fala sobre tentativas de suicídio

Tripulação fala sobre tentativas de suicídio Reprodução/Open Arms via Reuters TV

Com urgência devido a motivos psicológicos, nove dos 147 migrantes que estão a bordo do navio da organização espanhola Open Arms foram evacuados à ilha italiana de Lampedusa nesta quinta-feira (15), enquanto a embarcação, já autorizada a entrar em águas territoriais italianas, espera a definição de um porto para atracar.

Em declarações à Agência Efe, a ONG informou que tinha solicitado a evacuação de todos os resgatados por razões psicológicas, mas com urgência para cinco deles (três adultos e duas crianças) junto aos seus acompanhantes. No total, são dois menores de idade com duas primas, dois casais e um adulto sozinho.

A organização relatou que integrantes da Guarda de Finanças, da Guarda Litorânea italiana e uma equipe médica do governo chegaram nesta manhã à embarcação para analisar a documentação do navio e os relatórios médicos apresentados pela ONG para solicitar o desembarque dos 147 resgatados.

Segundo explicou o fundador da Open Arms, Oscar Camps, as duas semanas à deriva submeteu os resgatados a muito estresse e “problemas muito sérios”, enquanto a tripulação tenta evitar tentativas de suicídio e episódios de violência.

Na quarta-feira (14), um tribunal italiano suspendeu o veto de entrada em águas do país que havia sido imposto pelo ministro do Interior, Matteo Salvini. Os navios que burlassem a determinação poderiam ser confiscados e submetidos a multas milionárias.

Após obter a autorização na tarde de ontem, o navio da Open Arms seguiu rumo à Lampedusa, mas ainda carece de permissão para poder atracar em algum porto, o que Salvini já anunciou que não autorizará.

Seis países europeus já se ofereceram para receber as pessoas resgatadas: Espanha, França, Alemanha, Romênia, Portugal e Luxemburgo.

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