Local da morte de Senna: Há 30 anos, Piquet sofreu grave acidente na curva Tamburello

Um dos acidentes mais graves da carreira de Nelson Piquet aconteceu há exatos 30 anos. Em 1º de maio de 1987, durante o treino para o GP de San Marino, o brasileiro vinha em alta velocidade quando seu pneu traseiro direito furou e ele perdeu o controle. Foi o suficiente para ele escapar da pista e estampar com violência o muro de concreto do traçado

1º de maio, curva Tamburello, Ímola. O trecho do circuito que foi palco do GP de San Marino de F1 logo remete ao acidente fatal sofrido por Ayrton Senna em 1994. Mas sete anos antes de o tricampeão do mundo se chocar contra o muro da temida curva de alta velocidade, outro brasileiro, também com a Williams, se acidentou com gravidade: Nelson Piquet. Há exatos 30 anos, o três vezes campeão do mundo batia com violência no muro da Tamburello. Durante o primeiro treino para o GP de San Marino de 1987, que aconteceu na sexta-feira, ‘Nelsão’ estampou o muro de concreto do circuito. 
 

A F1 desembarcava na região de Bolonha, na Itália, para disputar a segunda etapa da temporada após o GP do Brasil abrir o campeonato daquele ano. Quem comandava a classificação era Alain Prost, da McLaren, com Piquet figurando na segunda colocação.
 

A prova europeia trazia algumas novidades para o grid do certame. Elas eram a entrada das equipes Ligier, com os pilotos Piercarlo Ghinzani e René Arnoux; e a Lola, com o francês Philippe Alliot. 
 

Chegou então a sexta-feira, e os pilotos foram para a pista. Naquela primeira sessão, Piquet, que guiava o Williams FW11 dotado de suspensão ativa que ele mesmo desenvolvia, havia anotado a volta mais rápida até o momento, com 1min25s997. Quem sustentava a segunda colocação da folha de tempos era seu companheiro de equipe Nigel Mansell, com Ayrton Senna, então na Lotus, atrás dos pilotos da Williams.

Acidente de Piquet na Tamburello (Foto: Reprodução)

Piquet permaneceu na pista para mais um giro. Mas quando passou pela curva Tamburello, no trecho mais veloz do circuito de Ímola, acabou perdendo o controle de seu carro. A cena vista em seguida assustou.
 

Calcula-se que o brasileiro estava a quase 300 km/h quando tudo aconteceu. O pneu traseiro direito de seu carro furou, e então ele rodou na pista e acabou batendo com força contra o muro de concreto ao lado do traçado, perdendo o bico e a roda dianteira esquerda. Em seguida, o carro ainda voou e voltou a cair na grama, rodando mais algumas vezes e enfim parando.

Após o choque, a equipe de resgate prontamente foi ao carro do piloto, que saiu cambaleado. Piquet foi transportado de helicóptero ao hospital Bellaria, localizado em Bolonha, cerca de 30 km do autódromo. Lá foram realizados exames, que constataram uma traumatismo craniano, contusão no pé esquerdo, além de lesões no tórax e braço.
 

Com o ocorrido, o icônico doutor Sid Watkins ordenou que Nelson ficasse de fora do restante das atividades do final de semana. Mesmo contra sua vontade, o brasileiro acabou não alinhando seu carro no grid daquela prova. Conformado com sua ausência, bancou o comentarista para a TV italiana ‘RAI’.
 

Quem ficou com a pole-position da segunda etapa de 1987 foi Ayrton Senna, com a marca de 1min25s826. Na corrida, Nigel Mansell subiu ao degrau mais alto do pódio, com Senna na segunda colocação e Michele Alboreto completando o top-3 da disputa.
 

Piquet admitiu depois que não era mais o mesmo após o episódio, que deixou marcas psicológicas e lhe causou insônia por muito tempo. No entanto, nunca chegou a comentar com sua equipe qualquer problema posterior ao impacto.
 

Mas aquele acidente não atrapalhou o piloto da Williams, que vivia o auge de uma brilhante carreira. Dez pódios e três vitórias depois, Nelson Piquet venceu a disputa interna com Mansell e fechou a temporada 1987 como tricampeão mundial de F1.

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