MORTES EM SUZANO: FRAGILIDADE DA FAMÍLIA

O triste episódio na cidade de Suzano/SP, que culminou na morte de oito pessoas até agora, serve para refletirmos sobre o presente e o futuro de nossos jovens.

O fizemos para que nossos adolescentes e jovens chegassem a um ponto tão degradado de comportamento, que não lhes permite valorar sequer o sumo bem, que é a vida?
O que essa geração de jovens até 30 anos pretende fazer do nosso país? Quando não são radicais, senhores absolutos da razão, mesmo em flagrante erro, se comportam como desajustados, seguindo os piores exemplos que o lixo importado via web pode oferecer.
Estamos diante de uma geração inteligentíssima e ao mesmo tempo culturalmente destroçada pela enxurrada de lixo que a web e o cinema apresentam. Porém, o pior não está nas informações recebidas, que de qualquer modo virão, mas na maneira como são tratadas pelas mentes jovens, muitas delas sem o necessário alicerce ético à vida em sociedade.
Vive -se muito a época do “eu”, com profunda objeção ao “nós “. O individualismo sobrepuja a sociedade, criando personalidades reclusas, tendentes a preferir um mundo virtual, totalmente controlável, ao real, que nos impõe a incerteza do dia seguinte como estímulo ao nosso desenvolvimento pessoal.
Jovens que matam caracterizados como personagens de jogos ou filmes, o fazem para externar o seu desespero ou ódio interior, seja por si mesmo (quando em geral ocorre o suicídio), ou pela sociedade, que em sua mente está errada e merece ser punida.
O triste evento ocorrido na escola estadual em Suzano/SP nos alerta, tardiamente, sobre os erros que cometemos na formação de nossos jovens. Será que os instrumentos tecnológicos existentes para unir pessoas e fazê -las interagir melhor não estão precisando de uma revisão de valores e aplicação? Será que o detalhamento chamativo de certas práticas criminosas no exterior, e transmitidas em larga escala, não estão empolgando mentes doentias e desprotegidas mundo afora?
Como poderemos blindar nossas crianças e jovens, sem lhes tolher o acesso à tecnologia e às informações que os cerca? A verdade, dura e crua, é que muito do que acontece envolvendo jovens guarda estreita relação com a sua formação e estrutura familiar. Não necessariamente com a condição social, mas, sobretudo, com a ausência de diálogo ou de convivência sadia no lar, a qual, naturalmente, acrescenta limites à personalidade de cada um.
A família é o princípio, o meio e o fim para tudo isso. Não adianta a sociedade e o governo buscar culpados, estabelecer mais rigor no trato de crimes, se a família não assumir o seu papel crucial nesse processo. 
Se isso não ocorrer, não haverão coletes e capacetes para proteger cidadãos, sejam crianças, jovens ou idosos.
Extraído do blog “Reflexões Cotidianas”

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