MTST protesta em delegacia por liberação de detidos em ato contra reformas

Militantes se concentram em frente ao distrito policial, na Zona Leste de SP, onde estão presos três manifestantes detidos durante os protestos de sexta (28).

Um grupo de militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realizava na manhã desta terça-feira (2) um protesto em frente ao 63º Distrito Policial de São Paulo, na Zona Leste da capital, onde estão presos os três manifestantes detidos durante o ato da última sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência e trabalhista.

De acordo com a Polícia Civil, os militantes começaram a chegar ao local por volta das 7h. O protesto acontecia de forma pacífica e não atrapalhava os trabalhos na delegacia. Eles pedem que os manifestantes detidos sejam liberados. O trio teve a prisão preventiva, sem prazo determinado para durar, decretada pela Justiça neste sábado (29).

Os três manifestantes foram presos em Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, e foram indiciados por tentativa de incêndio, incitação ao crime e explosão, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Eles teriam tentado atear fogo a um ônibus. Ao todo, seis pessoas foram detidas no local do suposto crime, mas três delas foram liberadas após serem ouvidas pela polícia.

A juíza do Tribunal de Justiça de São Paulo Marcela Filus Coelho decidiu converter a prisão em flagrante do trio em preventiva no sábado “para garantia da ordem pública”, como justificou. De acordo com ela, em liberdade eles poderiam prejudicar a “futura aplicação da lei penal” e “tornar a delinquir”.

Segundo o advogado do MTST, Felipe Vono, as acusações são falsas e as prisões, portanto, políticas, já que não há nenhuma prova contra os manifestantes a não ser a palavra dos próprios policiais que os detiveram. A juíza usou a “convicção” dos PMs envolvidos para embasar sua decisão.

O MTST já havia anunciado que reagiria com mobilizações contra as prisões. A Polícia Militar afirmou que 21 pessoas foram detidas na Grande São Paulo durante as manifestações da última sexta. Segundo levantamento do MTST, apenas os três que estão na carceragem do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, seguem presos.

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