Número de acidentes com abelhas em Campinas supera casos de 2017


Entre janeiro e setembro, município registrou 19 ocorrências, uma a mais que todo o ano passado. Idoso morreu após sofrer centenas de picadas no dia 27 de setembro. Número de acidentes com abelhas é maior que todo ano passado em Campinas
Campinas (SP) registrou 19 acidentes com abelhas entre janeiro e setembro deste ano, número superior a todas as ocorrências de 2017, com 18 incidentes. O último caso ocorreu no dia 27 de setembro, quando um idoso de 60 anos foi picado centenas de vezes no Jardim Chapadão – ele morreu no dia 4 de outubro.
Coordenador do Ciatox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) de Campinas, o médico Fábio Bucaretchi lembra que ataques como o sofrido por José Aquio Kurosawa são perigosos mesmo em pessoas que não têm reação alérgica ao veneno dos insetos. “Em geral, mais de 500 picadas num adulto constitui risco de morte. O veneno tem vários constituintes, podem levar a queda importante da pressão arterial, comprometimento da função cardíaca e respiratória, e eventualmente destruição de glóbulos vermelhos no sangue e até destruição da musculatura esquelética de uma forma transitória”, explica.
Bombeiros socorrem homem que foi atacado por abelhas em Campinas (SP) nesta quinta (247)
Arquivo pessoal
O coordenador do Ciatox ressalta que a abelha é um animal social, ou seja, uma vez que uma pica uma pessoa, ela liberar um hormônio (feromônio) que atrai os outros indivíduos da colônia para proteger a colônia. Bucaretchi destaca que em ataques desse tipo o importante é correr com a vítima para o hospital. “É uma situação grave e o paciente vai precisar de cuidados intensivos.”
Cuidados
Pessoas com antecende alérgico a picadas de abelhas devem evitar certos lugares ou adotar métodos de prevenção. “Uma das proteções que você deve ter quando faz ecoturismo é evitar roupas muito coloridas, muitos floridas ou mesmo perfumes que podem atrair as abelhas”, avisa o médico. “E quando for a esses lugares, tem que ter drogas para autoinjeção como adrenalina no caso de uma reação grave às vezes por apenas uma picada”, completa Bucaretchi.
Soro
O médico e coordenador do Ciatox ainda disse que grupos de pesquisa do Brasil trabalham na produção de um soro específico para envenenamento de abelhas. A expectativa é de que, em três anos, esse soro esteja disponível para uso. Veja mais notícias da região no G1 Campinas

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