Paralisação por cobrança de dívida provoca cancelamento de cirurgias e consultas no Hospital de Paulínia, afirma Prefeitura

Segundo governo, protesto foi realizado por empresa responsável por limpeza, na manhã desta sexta-feira. Companhia informou que negocia com a administração municipal.

O Hospital Municipal de Paulínia (SP) cancelou quatro cirurgias eletivas (agendadas) e 20 consultas, na manhã desta sexta-feira (28), segundo a Prefeitura. O governo afirma que o atendimento precisou ser limitado aos casos de urgência e emergência após paralisação feita pela empresa responsável pelos serviços de limpeza na unidade, em virtude de uma dívida de R$ 40 milhões.

Pacientes, por outro contestaram a versão do Executivo. Eles relataram que até mesmo os casos de urgência e emergência deixaram de ser atendidos por um período.

“Disseram que estava tudo sujo de sangue, não tem como atender ninguém. A moça disse que, se eu não aguentasse a dor, deveria procurar Unicamp [Hospital de Clínicas] ou Hospital Estadual de Sumaré”, contou a dona de casa Patrícia Moraes, grávida de nove meses, e que não foi atendida.

Imagens recebidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, mostram que um aviso foi colocado na porta do hospital para informar que o atendimento estava suspenso por tempo indeterminado. “Eu cheguei antes que fechassem as portas, e falaram que não iam atender mais ninguém”, destacou a dona de casa Ângela Barroso. O encarregado de transporte Roni Mischiatti também denunciou o problema.

“A tia da minha esposa estava passando mal, com convulsão desde cedo. A gente chegou no hospital, ali na emergência, daí não atenderam e encaminharam para outro hospital.

O secretário de Saúde negou que os atendimentos de urgência e emergência tenham sido interrompidos. “Certamente houve algum erro de informação e comunicação quando essas pessoas [pacientes] chegaram no hospital. Em nenhum momento foi fechado de forma oficial, por orientação da secretaria ou direção do hospital”, alegou Cláudio Miranda.

De acordo com o governo, o débito com a empresa de limpeza foi deixado por administrações anteriores. Contudo, o Executivo não informou como planeja acertar as contas com a companhia.

“A interrupção dos serviços de limpeza foi realizada por decisão unilateral por parte da empresa […]. Vale ressaltar, contudo, que a atual gestão já havia formalizado acordo junto à Corpus para que os serviços permanecessem em funcionamento”, diz texto da assessoria da Prefeitura.

Segundo o governo, um pregão para contratação de um novo serviço de limpeza está previsto para 5 de maio. Além disso, o Executivo garantiu que já iniciou os reagendamentos de pacientes afetados pela mobilização desta sexta-feira e que tomou providências para normalizar o serviço.

Pacientes com demandas mais simples foram orientados a buscar auxílio em unidades básicas, informou a Prefeitura.

Procurada pelo G1, a assessoria da Corpus não comentou sobre a paralisação das atividades. Em nota, informou somente que a empresa está em negociação com a administração municipal.

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