Pesquisa do IAC mapeia pontos de erosão de solo com drones para evitar perdas agrícolas

Estudo inédito tem apoio da Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos. Previsão é que até o final de 2021 as informações estejam disponíveis para produtores e municípios. Mapeamento aéreo do IAC ajuda no combate a erosões e prejuízos
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de fazer um mapeamento inédito e identificar pontos de erosão de solo em áreas cobertas por plantação. O estudo, que nunca foi realizado no Brasil, utiliza drones para medir o risco da enxurrada e evitar prejuízos nas áreas rurais e urbanas. A tecnologia possibilita o processamento de imagens em software específico, gera mapas de relevo da área e de uso da terra, além de qualificar a região mais propícia para cada atividade, por exemplo, construção de reservatório de água ou instalação de lavoura.
Na primeira fase, o estudo foi realizado em áreas sem plantação. A pesquisa tem o apoio da Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, além de uma faculdade de Rio Preto. A previsão do instituto é que até o final de 2021 todas as informações já estejam disponíveis para produtores agrícolas e municípios. “É muito importante para os produtores, porque essas informações serão muito importantes para o controle da erosão. O solo se mantendo na área do produtor é fertilizante que não vai embora, sem contar que as nascentes não vão se desfazer”, disse o pesquisador do IAC, Bernando Cândido. Além de fazer o monitoramento da área, o drone também tem um equipamento para identificar a temperatura das plantas e permite que o produtor saiba o momento exato da irrigação. Em menos de um ano, nove locais em uma usina de açúcar de Catanduva (SP) já foram mapeados. O próximo monitoramento agora será em plantações cítricas de Ribeirão Preto e em uma bacia hidrográfica de Limeira (SP). Veja mais notícias da região no G1 Campinas

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