Polícia Civil apreende cerca de 2 mil cápsulas de ecstasy em 2018 no Amapá


Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes realiza operações de combate ao tráfico de substâncias sintéticas em Macapá e Santana. Drogas são oriundas da Guiana e Suriname, aponta investigação. Em última ação, DTE apreendeu 300 comprimidos com dois garimpeiros
Jorge Abreu/G1
Em ações de combate ao tráfico de drogas sintéticas em Macapá e Santana, a Polícia Civil apreendeu cerca de 2 mil cápsulas de ecstasy no primeiro semestre de 2018. Segundo a investigação, a sustância é trazida ao Amapá dos países Suriname e Guiana Francesa.
Investigações feitas pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) apontam que esse tipo droga abastece boates e festas de música eletrônica, também conhecidas como raves. A substância psicotrópica é usada de forma recreativa por dar energia e provocar alucinações.
Segundo o delegado Sidney Leite, titular da DTE, cada cápsula de ecstasy pode custar entre R$ 40 e R$ 60, a depender do local onde é comercializada. Ele conta que o público consumidor dessa droga é, normalmente, de jovens de classe média alta. “A gente já tem conhecimento que essa droga está sendo trazida de Suriname e da Guiana Francesa. Lá, os traficantes conseguem comprar ecstasy muito barato, então acabam com um lucro muito grande quando são vendidos em Macapá e Santana”, disse. Sidney Leite, delegado titular da DTE
Jorge Abreu/G1
Ainda de acordo com a DTE, o objetivo do trabalho é inibir o tráfico e a promoção de festas destinadas ao consumo de drogas. Leite explica que a fiscalização sobre eventos, principalmente de música eletrônica, será intensificada. “O que a gente quer é prevenir e impedir a comercialização desse tipo de droga. Não é nem tanto pela festa, mas a festa está atrelada a droga. Então não vamos dar autorização para esse tipo de evento, para que não tenhamos vítimas desse importuno”, disse. Para o delegado, o aumento da venda de ecstasy no Amapá gera preocupação por parte do poder público em relação a casos de morte em decorrência do consumo exagerado e ao ser misturado com outras drogas.
“A preocupação central é a seguinte: a substância do ecstasy é o MDMA. Muitas vezes essa substância é substituída por etilona, que tem um potencial de sucção muito maior. Isso põe em risco a vida de muitos jovens”
Na última apreensão, feita semana passada, a Polícia Civil prendeu dois garimpeiros oriundos de Suriname. Leite contou que eles trouxeram 300 comprimidos de ecstasy e ainda conseguiram vender mais de 60 em festas realizadas na capital amapaense.
“Os indivíduos que estão comercializando ecstasy têm de 25 a 30 anos e acham que vão ter um lucro fácil. Mas, nós, do DTE, estamos atentos. Vamos continuar fazendo ações e efetuando prisões” finalizou o delegado. Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

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