‘Predador sexual’, diz delegada sobre falso policial federal preso após ataque nos Jardins, em SP

Polícia prende homem suspeito de estuprar mulheres na capital

Polícia prende homem suspeito de estuprar mulheres na capital

A delegada Cristine Nascimento Guedes Costa disse que o falso policial federal preso suspeito de estuprar e roubar uma mulher nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, na semana passada, já fez ao menos cinco vítimas. O homem teve prisão temporária decretada pela Justiça.

“Ele é um predador sexual”, disse a delegada-titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo. Segundo a policial, Adson Muniz Santos tinha duas maneiras de abordar as vítimas: além de usar uma arma e um documento falsos da Justiça Federal, ele também se passava por produtor de TV e que poderia ajudar na seleção de um reality show.

“Dessa forma ele abordou uma das vítimas no Aeroporto de Congonhas. Essa mulher foi abordada em agosto deste ano e ele ficou alguns meses convencendo a mulher a fazer fotos”, afirmou. Segundo a delegada, das cinco vítimas, duas foram estupradas.

Adson é ex-vereador da cidade de Jussiape, na Bahia. Ele não tinha passagens pela polícia e negou os crimes.

Segundo o delegado Marco Antonio de Paula Santos, seccional do Centro, o criminoso também dizia ter influência política “e poderia resolver problemas das vítimas”. “De uma delas ele chegou a pegar R$ 20 mil. Ela nos afirma que não chegou a ser vítima de violência sexual.”

O homem estava morando em um hotel na região da Consolação, para onde ele teria levado uma das vítimas.

Falso policial é suspeito de roubar e estuprar mulher nos Jardins

Falso policial é suspeito de roubar e estuprar mulher nos Jardins

Todas as vítimas serão chamadas à delegacia para fazer o reconhecimento pessoal do suspeito. Fotos dele já estavam circulando nas redes sociais juntamente com um vídeo que mostra um homem de longe abordando o carro de uma mulher que saía do estacionamento de um supermercado, na sexta passada.

Esse caso foi registrado no 78º Distrito Policial (DP), nos Jardins, mas passou a ser investigado pela 1ª DDM, justamente pela suspeita de que o abusador seria o mesmo que atacou outras mulheres na região central.

O delegado Santos disse que vai ouvir o depoimento do suspeito para conseguir mais detalhes sobre o caso. “Vamos pedir a quebra do sigilo bancário e telefônico dele. Tudo que for possível nós vamos buscar.”

Carteira usada por falso policial federal preso por suspeita de roubo e estupro (Foto: Glauco Araújo/G1)Carteira usada por falso policial federal preso por suspeita de roubo e estupro (Foto: Glauco Araújo/G1)

Carteira usada por falso policial federal preso por suspeita de roubo e estupro (Foto: Glauco Araújo/G1)

O último crime atribuído ao homem ocorreu por volta das 19h30 de sexta-feira, de acordo com o horário da gravação do estacionamento do supermercado Casa Santa Luzia. A vítima, uma mulher de 48 anos de idade, deixava o local de carro na Rua Augusta.

Segundo a motorista declarou à polícia, um homem não identificado se aproximou do automóvel e apresentou um distintivo da Polícia Federal (PF). Ela contou que ele a obrigou abaixar os vidros e mostrar os documentos.

Depois, relatou a mulher, o falso policial a acusou de tentar atropelá-lo e entrou no carro, que estava com as portas destravadas.

A vítima falou que ficou por quase três horas com o homem, que a obrigou a sacar dinheiro de um caixa eletrônico próximo à Rua São Caetano, no Centro de São Paulo. O valor levado não foi divulgado, mas seria entre R$ 1 mil a R$ 3 mil.

A mulher ainda contou que o criminoso fez com que ela tirasse o sutiã e fizesse sexo oral nele. A vítima narrou que o abusador também chegou a se masturbar e a ejacular no carro.

Ela disse que conseguiu fugir do agressor quando parou o automóvel em um semáforo vermelho da Avenida Francisco Matarazzo, na Zona Oeste. Nesse instante, a vítima abriu a porta do veículo e saiu em direção a um bar.

O G1 não conseguiu localizar a motorista para comentar o assunto. Pela lei, não há mais necessidade de conjunção carnal para se configurar o crime de estupro. Por isso, a polícia decidiu registrar o caso como sendo de uma mulher estuprada por um homem.

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