Prévia da inflação varia 0,19%, menor resultado para novembro desde 2003

Tomate foi o produto que teve maior inflação no período Crédito: Leandro Santos Lobo/ Embrapa / Agência Brasil / CP

Tomate foi o produto que teve maior inflação no período Crédito: Leandro Santos Lobo/ Embrapa / Agência Brasil / CP Correio do Povo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, variou 0,19% em novembro. O resultado é o menor para o mês desde 2003, quando o índice ficou em 0,17%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se comparado a outubro, o IPCA-15 recuou 0,39 ponto percentual. A variação acumulada no ano foi de 4,03% e, nos últimos doze meses, de 4,39%, abaixo dos 4,53% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2017, a taxa foi de 0,32%. Dos itens pesquisados, quatro apresentaram deflação: habitação (-0,13), saúde e cuidados pessoais (-0,35%), xomunicação (-0,02%) e educação (-0,01%). Os demais grupos oscilaram entre o 0,02% de cestuário e o 0,59% de artigos de residência. O grupo de alimentação e bebidas (0,54%) teve o maior impacto no índice do mês, correspondendo a 68% do IPCA-15 de novembro. A aceleração foi influenciada principalmente pela elevação de preços de alimentos, como tomate (50,76%), batata-inglesa (17,97%) e a cebola (10,01%). Com o segundo maior impacto, o grupo dos transportes (0,31%) mostrou desaceleração em relação ao mês anterior, quando havia subido 1,65%. A queda da inflação no setor foi influenciada pelos combustíveis. A gasolina, o etanol e o óleo diesel registraram altas menores em novembro. Também contribuíram para o resultado do mês as quedas nos preços dos automóveis novos (-0,38%), dos acessórios e peças (-0,49%) e do seguro voluntário de veículo (-0,66%), que haviam apresentado alta no mês anterior.

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