Quais são as universidades favoritas por empregadores no mundo (e em que lugar está 1ª brasileira)

Antes o alto custo das mensalidades e um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, muitos alunos estão cada vez mais 'preocupados se a universidade que desejam cursar os ajudará a ir bem (na carreira) posteriormente'

Antes o alto custo das mensalidades e um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, muitos alunos estão cada vez mais ‘preocupados se a universidade que desejam cursar os ajudará a ir bem (na carreira) posteriormente’ Getty Images

Qual é o melhor nome de universidade do mundo para colocar no currículo de quem quer uma vaga de emprego?

A resposta é MIT – Massachusetts Institute of Technology, segundo um ranking internacional que avaliou o quanto os estudos universitários podem impulsionar a carreira de formandos.

O chamado Ranking de Empregabilidade de Graduandos (Graduate Employability Rankings, no original em inglês) é baseado nas respostas de 42 mil empregadores e mostra, segundo eles, quais as universidades que mais impressionam os recrutadores na busca por recém-formados.

As quatro primeiras universidades do ranking são americanas: MIT, Stanford, Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e Harvard.

A instituição brasileira mais bem colocada é a USP (Universidade de São Paulo), em 67º lugar, de um total de 497 universidades avaliadas globalmente. Antes dela, há duas latinoamericanas: a Pontifícia Universidade Católica do Chile, em 37º, e o Instituto Tecnológico de Estudos Superiores de Monterrey, no México, em 52º.

O levantamento traz ainda outras cinco instituições no Brasil. A Unicamp e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) estão entre a 251ª e a 300ª posição e a Unesp (Universidade Estadual Paulista), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), entre a 301ª e 497ª. Após o centésimo lugar, o ranking agrupa as universidades em blocos.

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O levantamento é produzido pela empresa QS, que publica anualmente o Ranking Mundial de Universidades, que mede desempenho acadêmico.

Os empregadores foram questionados pela companhia sobre os locais em que recrutam seus formandos mais “competentes, inovadores e eficientes”. Além das respostas, o ranking levou em conta as estatísticas de empregabilidade de ex-estudantes, a formação acadêmica de ocupantes de altos cargos e as parcerias entre universidades e empresas.

Polindo o CV

Segundo entrevistas com 42 mil empregadores, o MIT (acima) é a instituição que mais impressiona quando listada no currículo de formandos

Segundo entrevistas com 42 mil empregadores, o MIT (acima) é a instituição que mais impressiona quando listada no currículo de formandos
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O MIT, primeiro colocado no ranking, é conhecido por seus estudos em tecnologia e tem entre seus ex-alunos famosos como o astronauta Buzz Aldrin, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan (morto no mês passado) e o bilionário Amar Bose, engenheiro sonoro e fundador da empresa de equipamentos de áudio que leva o seu sobrenome.

Stanford, em segundo lugar, é tida como o berço acadêmico de grande parte das pesquisas do Vale do Silício e tem entre seus ex-estudantes os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, e do Netflix, Reed Hastings.

Um destaque do ranking é a percepção positiva da educação superior na Austrália: a Universidade de Sydney e a Universidade de Melbourne ocupam, respectivamente, o quinto e o sexto lugares. Nenhuma delas está no top 30 do ranking de desempenho acadêmico, mas são bem vistas no mercado de trabalho.

Competindo por empregos

Ben Sowter, diretor de pesquisas da QS, afirma que as universidades com boa reputação em pesquisas internacionais não necessariamente são “as mesmas que fazem mais para nutrir a (capacidade de) empregabilidade do estudante”.

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Segundo ele, perante o alto custo das mensalidades de instituições privadas (que são predominantes na educação superior americana e europeia) e um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, muitos alunos estão cada vez mais “preocupados se a universidade que desejam cursar os ajudará a ir bem (na carreira) posteriormente”.

 

A Universidade Tsinghua, na China, evidencia crescimento chinês na educação superior

A Universidade Tsinghua, na China, evidencia crescimento chinês na educação superior
Getty Images

Na Europa, as mais bem colocadas são britânicas: a Universidade de Cambridge, em sétimo lugar, e a de Oxford, em décimo.

Entre as asiáticas, o ranking destaca, por exemplo, a Universidade Tsinghua, na China, em nono lugar, e a Universidade de Hong Kong, em 13º – refletindo o avanço chinês na educação superior.

Do total de quase 500 unversidades avaliadas em termos de empregabilidade, 144 são da Europa Ocidental, 102 são asiáticas e 83 são americanas.

 

Na Europa, a mais bem colocada do ranking é a Universidade de Cambridge

Na Europa, a mais bem colocada do ranking é a Universidade de Cambridge
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Top 30 do Ranking de Empregabilidade Global

Massachusetts Institute of Technology, EUA Universidade de Stanford, EUA Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA Universidade Harvard, EUA Universidade de Sydney, Austrália Universidade de Melbourne, Austrália Universidade de Cambridge, Reino Unido Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA Universidade Tsinghua, China Universidade de Oxford, Reino Unido Universidade de New York, EUA Universidade de Toronto, Canadá Universidade de Hong Kong, Hong Kong Universidade Yale, EUA ETH Zurich, Suíça Universidade Princeton, EUA Universidade Columbia, EUA Universidade College London, Reino Unido Universidade de Tóquio, Japão Universidade Peking, China Universidade Cornell, EUA Universidade de Chicago, EUA Universidade Nacional de Seul, Coreia do Sul Universidade da Pensilvânia, EUA Universidade de Michigan, EUA (também em 25º) Universidade de Waterloo, Canadá Universidade Fudan, China Universidade Waseda, Japão Universidade de New South Wales, Austrália École Polytechnique, França

 

37. Pontifícia Universidade Católica do Chile

52. Instituto Tecnológico de Estudos Superiores de Monterrey

67. Universidade de São Paulo

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